Um brasileiro de 53 anos, condenado por migração ilegal, foi extraditado nesta sexta-feira (23) e preso em Belo Horizonte. Ele era procurado pela Interpol.
O homem foi condenado a 13 anos e 2 meses de prisão. Ele coordenava do México um grupo que facilitava a entrada ilegal nos Estados Unidos.
O grupo organizava viagens, passagens e hospedagens. Os valores eram depositados em contas de terceiros e enviados ao exterior por "laranjas".
Após chegar ao Brasil, o homem foi levado ao Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte. Ele permanece à disposição da Justiça.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/f/K/7BlldDTEqUsUs1BLNQbg/captura-de-tela-2026-08-04-112427.png)
Um brasileiro de 53 anos, condenado a 13 anos e dois meses de prisão por envolvimento em um esquema de migração ilegal para os Estados Unidos, foi extraditado nesta sexta-feira (23) e encaminhado a um presídio em Belo Horizonte. O homem morava no México e era procurado internacionalmente pela Interpol.
Segundo a Polícia Federal (PF), ele coordenava, à distância, um grupo criminoso que cobrava altos valores para facilitar a entrada irregular de brasileiros nos Estados Unidos pelo território mexicano.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp
Natural de São Paulo, o homem foi condenado pelos crimes de promoção de migração ilegal e envio irregular de menor de idade ao exterior com finalidade lucrativa. Ele tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal de Minas Gerais, que motivou a inclusão de seu nome na lista de procurados da Interpol.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, o brasileiro comandava as atividades do grupo por telefone, diretamente do México. Um dos integrantes recebia ordens dele para executar tarefas relacionadas ao transporte irregular de migrantes para os Estados Unidos.
O esquema também contava com outras pessoas responsáveis por organizar as viagens, incluindo a compra de passagens aéreas, reservas de hospedagem e o suporte logístico aos brasileiros que pretendiam atravessar a fronteira.
Além disso, o grupo administrava os pagamentos e as garantias de dívidas assumidas pelos migrantes para custear as viagens.
Segundo a PF, o dinheiro era depositado, principalmente, em contas bancárias de terceiros e, posteriormente, transferido para o exterior por meio de contas de "laranjas" indicados pelo condenado.
Após chegar ao Brasil, o homem foi levado ao Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, em Belo Horizonte, onde permanece à disposição da Justiça.




