A Justiça converteu em preventiva a prisão de Samuel Castro Melo e Carla Luza da Silva nesta quinta-feira (22). Eles são suspeitos de matar Beatriz Vitória Neves Mota.
O corpo da vítima de 27 anos foi localizado na quarta-feira (21) enterrado em uma cova clandestina. Havia marcas de violência e vestígios de soda cáustica.
O magistrado apontou fortes indícios de participação do casal e risco de interferência nas investigações. Ele também ressaltou a necessidade de localizar novas provas.
Beatriz estava desaparecida desde 9 de outubro, após sair de um bar. Ela entrou em um carro ocupado pelo casal e por uma adolescente de 15 anos.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio motivado por desavenças. O corpo já foi liberado, mas permanecia no IML de Belo Horizonte.
A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção do casal suspeito de envolvimento na morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira, na comarca de Jaboticatubas. O juiz converteu em preventivas as prisões em flagrante de Samuel Castro Melo, de 18 anos, ex-namorado da vítima, e Carla Luza da Silva, de 23, atual companheira dele.
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Na decisão, o magistrado apontou fortes indícios de participação dos dois no crime e destacou a crueldade da ação. Segundo a investigação, Beatriz teria sido atraída para uma emboscada sob o pretexto de uma conversa, levada a um local isolado e morta.
O corpo da jovem foi encontrado na quarta-feira (21), enterrado em uma cova, com mãos e pés amarrados, sinais de violência na cabeça e vestígios de soda cáustica.
Segundo a promotoria, Beatriz teria sido atraída por telefone, imobilizada com arame, agredida com um objeto contundente e enterrada em uma cova clandestina. A soda cáustica teria sido utilizada para acelerar a decomposição do corpo e dificultar sua identificação.
O juiz também apontou risco de interferência nas investigações, possibilidade de intimidação de testemunhas e a necessidade de localizar provas que ainda não foram encontradas. Por esses motivos, determinou que o casal permaneça preso.
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Relembre o caso
Beatriz Vitória estava desaparecida desde 9 de outubro, quando saiu de um bar em Jaboticatubas após receber uma ligação de um número desconhecido.
Segundo a Polícia Civil, a jovem teria entrado em um carro ocupado pelo ex-namorado, pela atual companheira dele e por uma adolescente de 15 anos. A polícia ainda não sabe se ela tem algum parentesco com os investigados.
A adolescente contou aos investigadores que o casal levou Beatriz até uma área de mata e retornou sem ela. A jovem também indicou aos policiais o local onde o corpo foi encontrado.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e apura se desavenças entre Beatriz e a atual namorada do ex-companheiro podem ter motivado o assassinato.
O corpo de Beatriz já foi liberado para a família, mas permanecia no Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte até a última atualização desta reportagem.



